Afinal, o home office vai acabar? Explorando o futuro do trabalho remoto

Afinal, o home office vai acabar? Explorando o futuro do trabalho remoto

Nos últimos anos, principalmente de 2020 para cá (quando estourou a pandemia de covid-19), o home office se tornou comum em empresas do mundo inteiro. 

Especialistas chegavam a dizer que essa dinâmica de trabalho à distância era o “novo normal”, um caminho sem volta. Mas os números vêm mostrando o que eles não previam. 

Mas, afinal, o home office vai acabar? Neste texto, a gente vai explorar as tendências emergentes e discutir se esse formato está destinado a desaparecer ou se veio para ficar. 

A influência da pandemia no home office 

Antes mesmo de os nomes home office, trabalho remoto e trabalho à distância serem tão comuns quanto é hoje, especialistas da área já previam essa tendência. 

É que muita gente já trabalhava para multinacionais dessa forma. Antes de 2020, já era normal ver um brasileiro, por exemplo, trabalhando para uma empresa da Alemanha, mas daqui, do Brasil. 

Essa transformação, segundo as previsões, iria acontecer aos poucos. Aí veio a covid-19 e a pandemia acelerou esse processo de uma forma imprevisível. 

É que as restrições de distanciamento social e os bloqueios tornaram o trabalho remoto uma necessidade para muitas empresas. 

O resultado foi uma rápida adaptação e uma ampla aceitação desse modelo que, como falamos, já estava em ascensão antes da crise global de saúde. 

O avanço tecnológico e a busca por maior flexibilidade já estavam impulsionando a adoção desse formato. Mas será que essa tendência se mantém? 

Mas e hoje? 

O home office vai acabar? A pergunta tem sido feita, cada vez mais, por conta de um movimento que tem sido comum no mundo corporativo. 

Gigantes como Google, Meta e Twitter já pediram aos funcionários o retorno aos escritórios. As empresas chegaram a dizer que o trabalho à distância gera prejuízos. 

Aqui, no Brasil, empresas já deram o ultimato sobre o trabalho remoto e, também, exigiram o retorno dos funcionários. 

Tudo isso por conta da vacinação e depois que a covid-19 deixou de ser uma emergência global, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E os números reforçam essa tendência de retorno. 

Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que caiu o número de empresas que ainda adotam o regime de trabalho em home office. 

Em 2021, por exemplo, 57,5% das empresas do Brasil tinham funcionários trabalhando de forma remota, parcial ou total. 

Um ano depois, segundo o estudo feito pela FGV, o número desceu a ladeira. Em outubro de 2022, o percentual caiu para 32,7%. 

Ainda não há dados sobre o primeiro semestre de 2023, mas segundo um levantamento da Cortex, de 800 mil vagas avaliadas no mês de junho, apenas 4% tinham a modalidade home office. 

Isso quer dizer que, desse total, quase 39 mil eram para trabalhar à distância. Mas o que esses números dizem para a gente? 

O retorno aos escritórios indica que o home office vai acabar? 

Não, pelo menos segundo experts da área. É que as pesquisas sugerem que o home office, além de aumentar a produtividade, é a preferência da maioria dos funcionários. 

O mesmo levantamento da FGV que mostra diminuição do trabalho remoto de 2021 para cá, sustenta que, para muitas empresas, a modalidade proporciona mais rendimento. 

Em 2022, por exemplo, a proporção de empresas que notaram aumento da produtividade de seus colaboradores aumentou foi de 30%. Enquanto as que avaliam que houve perda de rendimento foi de 10,2%. 

Além disso, 85,3% dos brasileiros trocariam o trablho presencial pelo home office, segundo pesquisa feita neste ano pela Infojobs e o Grupo Top RH. 

Foram ouvidos 1.008 trabalhadores de todo o país. Para 64,4% dos que deixaram o trabalho remoto e voltaram ao presencial, a qualidade de vida piorou com a nova rotina de deslocamentos. 

Embora seja improvável que o home office desapareça completamente, é mais provável que vejamos um futuro do trabalho híbrido, combinando elementos presenciais e remotos. 

Muitas empresas já estão explorando modelos flexíveis, nos quais os funcionários têm a liberdade de escolher onde desejam trabalhar, seja no escritório, em casa ou em outros locais. 

Essa abordagem permite aproveitar os benefícios do trabalho remoto, ao mesmo tempo em que mantém a colaboração e a interação social que podem ser alcançadas no ambiente de escritório. 

Conclusão 

Embora a pandemia tenha desempenhado um papel importante na disseminação do home office, é improvável que esse formato de trabalho acabe. 

Os benefícios percebidos e a crescente demanda por flexibilidade sugerem que o trabalho remoto veio para ficar, mesmo com empresas exigindo o retorno aos escritórios. 

No entanto, é provável que vejamos uma evolução em direção a um modelo de trabalho híbrido, que combine aspectos presenciais e remotos para obter o melhor dos dois mundos. 

As empresas e os funcionários precisam estar preparados para se adaptar a essa nova realidade e explorar maneiras de otimizar a produtividade e o bem-estar em um ambiente de trabalho em constante mudança. 

 

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